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	<title>Carmen Guerreiro, Author at Formiga-me</title>
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	<description>por cidades que façam sentido</description>
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		<title>Roda de conversa discute como é ser mulher em São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Feb 2019 15:35:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos na cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre o Formiga-me]]></category>
		<category><![CDATA[bate-papo]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como é ser mulher em uma cidade como São Paulo? Quais são os desafios enfrentados e as possíveis soluções para melhorar a experiência da mulher urbana? Venha conversar sobre essas e outras questões na primeira Roda de Conversa Mulheres na Cidade, organizada por nós, Carmen Guerreiro e Fernanda Carpegiani, do Formiga-me. 😀 O encontro rola [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como é ser mulher em uma cidade como São Paulo? Quais são os desafios enfrentados e as possíveis soluções para melhorar a experiência da mulher urbana? Venha conversar sobre essas e outras questões na primeira <a href="https://www.facebook.com/events/425429271373263/?active_tab=about">Roda de Conversa Mulheres na Cidade</a>, organizada por nós, Carmen Guerreiro e Fernanda Carpegiani, do Formiga-me. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.1/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>O encontro rola no dia 9 de março, às 11h30, no aconchegante espaço do Druma Yoga. A ideia é trocar experiências, falar de problemas e soluções e nos fortalecer juntas como mulheres na cidade!</p>
<p>Nessa primeira edição seremos só mulheres, ok? Depois, juntas, vamos conversar sobre a participação dos homens também.</p>
<p>A contribuição sugerida é de R$ 35 para cobrir os custos do espaço e da nossa facilitação. Você pode pagar no dia, em dinheiro, ou via transferência bancária antecipada (entre em contato para receber os dados de pagamento).</p>
<p>Mas não queremos ninguém de fora por causa de dinheiro! Se precisar conversar sobre o valor da contribuição, entre em contato. Caso queira e possa colaborar com algo a mais, também aceitamos! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.1/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Ah, e traga um lanchinho para compartilhar com quem também for participar da roda! Vem e chama todo mundo!</p>
<p>Mais informações por email em <a href="mailto:contato@formiga.me">contato@formiga.me</a> ou no <a href="http://bit.do/mulheresnacidade">grupo de Whatsapp</a> da Roda de Conversa Mulheres na Cidade. É só clicar para entrar!<br />
Confirme também pelo <a href="https://www.facebook.com/events/425429271373263/?active_tab=about">evento no Facebook</a>.</p>
<h3>Serviço</h3>
<p>Roda de Conversa Mulheres na Cidade<br />
Onde: Druma Yoga &#8211; Rua Frei Caneca, 322, 2° andar<br />
Quando: 9 de março, das 11h30 às 13h30<br />
Quanto: R$ 35 (contribuição sugerida)<br />
Formas de pagamento: dinheiro no dia ou transferência bancária antecipada<br />
Leve um lanche para compartilhar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-6541" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2019/02/poster_mulheresnacidade.png" alt="" width="1080" height="1080" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2019/02/poster_mulheresnacidade.png 1080w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2019/02/poster_mulheresnacidade-150x150.png 150w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2019/02/poster_mulheresnacidade-300x300.png 300w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2019/02/poster_mulheresnacidade-768x768.png 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2019/02/poster_mulheresnacidade-1024x1024.png 1024w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
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		<title>A comunicação não-violenta como ferramenta para conviver na cidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 20:18:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[D.R. Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Nalon]]></category>
		<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação não-violenta]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É muito maluco pensar nas grandes cidades como espaços de confinamento de milhões de pessoas diferentes entre si. Lugares em que opiniões, gostos e interesses diversos convergem e, invariavelmente, se confrontam. Quem aí não tem mais de uma história por dia de disputa no espaço urbano? No trânsito, na calçada, na praça, no parque, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É muito maluco pensar nas grandes cidades como espaços de confinamento de milhões de pessoas diferentes entre si. Lugares em que opiniões, gostos e interesses diversos convergem e, invariavelmente, se confrontam. Quem aí não tem mais de uma história por dia de disputa no espaço urbano? No trânsito, na calçada, na praça, no parque, no trabalho, em casa. Cada um de nós tem uma coleção inesgotável de experiências para contar. A boa notícia é que existe uma ferramenta para lidar com esses conflitos: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uofE9CnWDYU">a comunicação não-violenta (CNV)</a>.</p>
<p>Já falamos aqui no Formiga-me sobre essa dificuldade de <a href="http://formiga.me/ocupar-e-compartilhar-e-compartilhar-e-dificil/">compartilhar o espaço urbano</a>, porque para isso é preciso ceder. E como é comum a gente não querer ceder!</p>
<h3>Um mundo de donos da verdade</h3>
<p>A Carol Nalon, especialista em CNV, fala com a gente no vídeo abaixo sobre esses dilemas. Ela, que tem um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3qzcPcQjbMI">TEDx falando sobre essa ferramenta</a> (e um <a href="https://institutotie.com.br/mini-curso-gratuito-sobre-comunicacao-nao-violenta/#">mini curso online e gratuito</a>), explica como se comunicar com empatia nos espaços compartilhados. E sugere um exercício: em vez de pensar em como convencer o outro, ou dizer que ele está errado, devemos parar antes para questionar por que será que ele pensa daquela forma. &#8220;O que você acredita não é o que é verdade, e isso é um princípio básico&#8221;, diz. Se não enxergamos isso, segundo ela, já estamos fechados e impondo nossa verdade ao outro.</p>
<p>Na nossa conversa, Carol também fala sobre suas experiências urbanas, passando da comunicação com a síndica do condomínio até o homem que pedia dinheiro no farol. E explica como a CNV pode contribuir para entender limites, reduzir a agressividade e ampliar a harmonia entre as pessoas, na direção de soluções urbanas que atendam a interesses diferentes. &#8220;É muito desafiador. Porque a gente tem nossas vontades, nossas expectativas. Mas como a gente quer que o Brasil seja? Corre o risco de ficarmos sempre só reclamando. Mas o Brasil sou eu, é você&#8221;, provoca Carol. Aperta o play!</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Mni8jib2QCc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>O antídoto para o medo das ruas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2018 21:42:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[D.R. Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Outubro foi um mês em que as ruas protagonizaram e testemunharam mudanças no país. Teve manifestação do #elenão, do #elesim, teve panfletagem, teve megafone, teve bandeira, teve pixação, teve agressão, teve morte. Levamos para a rua o conflito que borbulhava nas redes sociais. Não é de hoje: desde 2013 tem sido assim. E focados nesse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Outubro foi um mês em que as ruas protagonizaram e testemunharam mudanças no país. Teve manifestação do #elenão, do #elesim, teve panfletagem, teve megafone, teve bandeira, teve pixação, <a href="https://exame.abril.com.br/brasil/apoiadores-de-bolsonaro-realizaram-pelo-menos-50-ataques-em-todo-o-pais/">teve agressão</a>, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/justica-acata-denuncia-e-acusado-de-matar-moa-do-katende-vira-reu.shtml">teve morte</a>. Levamos para a rua o conflito que borbulhava nas redes sociais. Não é de hoje: desde 2013 tem sido assim. E focados nesse conflito – com razão, há de se dizer –, não pensamos no porquê da rua. Por que fomos para a rua? E por que temos (e estamos com) medo dela?</p>
<p>Sempre falamos aqui no Formiga-me que o <a href="http://formiga.me/ocupar-e-compartilhar-e-compartilhar-e-dificil/">espaço público é um lugar de conflito</a>. E talvez por isso a gente tenha medo dele: é mais tranquilo ficar na nossa bolha, na nossa zona de conforto, com quem e o que a gente conhece. Na cidade grande, crescemos com medo das ruas. É um lugar onde temos que ceder ao outro, onde nos deparamos com a profunda diferença, onde estamos cercados de tensão e cuidados, onde temos medo de perder.</p>
<h3>Temor que se retroalimenta</h3>
<p>Esse medo não é sem alguma razão, sabemos disso. Ao mesmo tempo, nosso temor se retroalimenta. Quanto mais tememos, pior nos sentimos em um espaço de diferenças. A rua é, portanto, também um antídoto. Por isso, quanto mais nos expusermos às diferenças, ao conflito, mais correremos riscos, sim, mas também mais nos fortaleceremos e nos sentiremos seguros.</p>
<p>Essa segurança é fundamental no cenário pós-eleições. Já defendemos aqui que pequenas ações e ativismos são fundamentais, nos posicionando contra o anúncio do <a href="http://formiga.me/bolsonaro-ativismo-e-a-formiguinha/">fim dos ativismos feita por Bolsonaro</a>. Não tenhamos medo de continuar indo para as ruas e existir nelas, como somos, com nossas ideias e projetos. Abertos ao outro e suas ideias e projetos.</p>
<p>Agora é, mais do que nunca, hora de estabelecer esse diálogo. De encarar o conflito para dissolvê-lo. De encontrar um meio termo. De não alimentar uma cultura de pânico. Pois se recuarmos, os intolerantes sentirão o cheiro do medo e avançarão. Se eles têm medo das diferenças, nós as amamos. Não recuaremos. Juntos somos fortes, pequenos somos importantes.</p>
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		<title>Crowdfunding ativista: 5 projetos de transformação urbana para apoiar todo mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Oct 2018 18:40:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intervenções urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos para apoiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encarar a realidade das ruas e transformar a cidade não é tarefa fácil. Por isso aqui no Formiga-me a gente fala tanto sobre quem enfrenta esses obstáculos para melhorar a vida urbana. Mas a gente entende que nem sempre é possível colocar a mão na massa. Aí é que entra mais uma solução: que tal [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encarar a realidade das ruas e transformar a cidade não é tarefa fácil. Por isso aqui no Formiga-me a gente fala tanto sobre quem enfrenta esses obstáculos para melhorar a vida urbana. Mas a gente entende que nem sempre é possível colocar a mão na massa. Aí é que entra mais uma solução: que tal apoiar mensalmente projetos de transformação urbana? A gente listou cinco iniciativas de crowdfunding bem bacanas para quem quer contribuir à distância. Os links estão nos nomes dos projetos!</p>
<h3><a href="https://benfeitoria.com/rededoruas?ref=benfeitoria-pesquisa-projetos">Rede do Ruas</a></h3>
<p>A iniciativa conecta voluntários a moradores em situação de rua de seus bairros. Assim, promove atividades relacionadas à saúde, arte, cultura e tecnologia. Também há uma extensão das ações para promover reconexões familiares, ajudar com documentação civil ou até dependência química. As assinaturas variam de R$ 10 a R$ 100 por mês.</p>
<h3><a href="https://benfeitoria.com/projetocompostar?ref=benfeitoria-pesquisa-projetos">Projeto Compostar</a></h3>
<p>A gente sabe que nem todo mundo tem espaço, conhecimento e paciência para fazer compostagem de resíduos orgânicos em casa. Por isso o projeto dá um empurrãozinho coletando esse tipo de lixo nas residências. Depois, fazem a compostagem e entregam todo mês uma muda de hortaliça junto com o adubo produzido pelo processo. Quer moleza maior? Para isso eles precisam de recursos, e você pode participar com uma contribuição de R$ 65 por mês nesse crowdfunding.</p>
<h3><a href="https://benfeitoria.com/ajornadadarenata">A Jornada de Renata Quintanella</a></h3>
<p>A história da Renata Quintanella lembra um pouco o filme Central do Brasil, em que a personagem de Fernanda Montenegro escreve cartas na estação de trem para analfabetos. O trabalho não é o mesmo: Renata vem, há cinco anos, perguntando para pessoas nas ruas &#8220;O que eu posso fazer por você agora?&#8221;. Por isso, criou um instituto com voluntários para viabilizar esses pedidos. O que há de comum entre as duas mulheres é esse espaço de escuta e acolhimento, tão importante e em falta hoje. Você pode ajudar Renata a manter sua estrutura com apoios de R$ 20 a R$ 100 mensais.</p>
<h3><a href="https://www.catarse.me/pt/pimpmycarroca_pelo_Brasil">Pimp my Carroça pelo Brasil</a></h3>
<p>Sabia que cerca de 90% do que é reciclado hoje no Brasil é coletado por catadores? Pois é, o Pimp My Carroça trabalha para valorizar essa categoria, melhorando os equipamentos de trabalho dos catadores – a cada mês, um receberá o auxílio. Então quanto mais gente colaborar mensalmente, mais a iniciativa vai crescer: os próximos passos são fazer melhorias no app Cataki (um tipo de &#8220;tinder da reciclagem&#8221;, que te conecta a um catador para recolher seus recicláveis) e oferecer o &#8220;kit catador&#8221; a mais trabalhadores. As contribuições variam de R$ 25 a mais de R$ 1.000.</p>
<h3><a href="https://www.catarse.me/arquiteturanaperiferia?ref=ctrse_explore_featured_big">Eu apoio a arquitetura na periferia</a></h3>
<p>O objetivo desse projeto é reduzir a desigualdade entre mulheres e homens que vivem na periferia. Como? Oferecendo capacitação técnica às mulheres para fazer a manutenção, reformar e construir a sua própria casa. A iniciativa viabiliza também um microfinanciamento para que essas moradoras não façam dívidas nem tenham desperdícios na obra. Os apoios para o projeto variam de R$ 12 a R$ 1000.</p>
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		<title>Dá pra considerar a vida na cidade um jogo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2017 19:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>
		<category><![CDATA[Hack Town]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como a pergunta de um garoto de 10 anos nos fez pensar sobre as regras do espaço urbano</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Participando do Hack Town, decidimos assistir a palestras sobre jogos para entender como esse assunto, hoje tão associado à educação e à tecnologia, poderia ser trazido para o campo das cidades. A resposta mais elucidativa para essa dúvida veio de um garoto de 10 anos que assistia com a gente à fala do <a href="http://hacktown.com.br/palestra-design-jogos-e-aprendizagem/">André Braga</a>, professor de Jogos e Educação na pós-graduação da Faculdade Flamingo.</p>
<p>Um pouco de contexto: o palestrante pediu que a plateia listasse algumas características dos jogos, e destacou em seguida quatro delas que os especialistas da área consideram essenciais: jogador, regras, desafio e feedback. Em seguida, perguntou se essas eram qualidades encontradas na sala de aula, o que gerou um debate muito legal. E o Gabriel, esse menino que participava, levantou a mão para dizer uma vantagem dos jogos em relação à sala de aula é que no primeiro caso é permitido testar, fracassar e tentar novamente, o que é estimulante. Na escola, não.</p>
<p>Dispensa dizer o quão maravilhoso foi esse comentário (que recebeu aplausos de todo mundo ali, aliás). O que pensei a partir dele é o seguinte: não só isso reflete a realidade da sala de aula, mas da nossa vida nas cidades. Significa que temos que viver num mundo de fantasia? Não é isso que estou falando. Mas podemos pensar em uma maneira de nos relacionarmos com os espaços públicos de forma que a tentativa, a prototipação, a readaptação faça parte do processo de transformar a cidade em um lugar que faça sentido para todos. Estamos acostumados no contexto urbano, assim como nas escolas, a receber tudo pronto de cima (dos “responsáveis”). Mas por que nós também não somos corresponsáveis? Não há debate, abertura para tentativa, erro e conserto.</p>
<p>E qual é o problema disso? Desacreditamos no nosso protagonismo e nos desanimamos, achando que não temos um papel na construção do nosso conhecimento (na escola) e das cidades, que não existe forma de contribuirmos e que em nada podemos influenciar. E isso não é verdade! Vivenciar a cidade deveria, portanto, ser uma experiência estimulante, através da qual as pessoas sentissem que sua atuação faz diferença na forma como os espaços se configuram. Quando delegamos as “regras” somente às autoridades, viver nas cidades pode ser tão chato quanto uma aula monótona em que professor fala, aluno escuta.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong> fizemos um post com um apanhado dos aprendizados que tivemos no Hack Town 2017! <a href="http://formiga.me/hack-town-2017-cidades/">Dá uma lida</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que aprendi sobre São Paulo ao sentar no centro com um banquinho e um papel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2017 18:27:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[banespão]]></category>
		<category><![CDATA[centro de SP]]></category>
		<category><![CDATA[contemplação]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[observação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho uma irmã adolescente que no último ano descobriu um grande amor pela arte. Ela passaria alguns dias na minha casa em São Paulo (mora com meu pai e sua mãe em Goiânia) e decidi levá-la para ter algumas experiências artísticas por aqui. Uma delas surgiu por recomendação de evento do Facebook: o encontro de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho uma irmã adolescente que no último ano descobriu um grande amor pela arte. Ela passaria alguns dias na minha casa em São Paulo (mora com meu pai e sua mãe em Goiânia) e decidi levá-la para ter algumas experiências artísticas por aqui. Uma delas surgiu por recomendação de evento do Facebook: o encontro de um grupo chamado “Urban Sketchers”. O nome me parecia bem autoexplicativo (algo como “esboçadores” urbanos) e logo descobri que era uma <a href="http://brasil.urbansketchers.org/" target="_blank" rel="noopener">comunidade totalmente aberta</a> a quem desejasse chegar com seu caderno e desenhar/pintar a cidade.</p>
<p>No sábado nos encontramos com os “sketchers” no centro de São Paulo. Logo mais nos espalhamos na praça Antônio Prado, entre o prédio do Banespão e a Rua São Bento, e partimos para a atividade. Foi tudo bem livre, sem tema, sem instruções ou restrições. Eu e minha irmã nos sentamos em frente ao coreto da praça e começamos a desenhar.</p>
<p>Olhei no relógio. &#8220;Nossa, temos ainda 3 horas. É bastante.&#8221; Haveria tempo para mais de um desenho? Me sentiria entediada desenhando por três horas? Chacoalho a ansiedade precoce de quem não tem o costume de contemplar. Me permito pensar – antes mesmo de começar – que vai ficar tudo bem se eu quiser ir embora mais cedo.</p>
<h3>Barreira temporal</h3>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4671.jpg"><img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4671-225x300.jpg" alt="IMG_4671" width="700"  /></a></p>
<p>Quando a barreira dos primeiros 15 minutos é superada, parece que o tempo muda. Não estou mais no ritmo de chegada, de quem passa rumo a um objetivo, de quem entra e sai dos comércios. Não estou mais no mesmo estado de espírito de uma hora antes, me arrumando para mais um compromisso, com toda a movimentação e ansiedade que um ponto de encontro com data e local marcados provocam.</p>
<p>Ao romper essa barreira temporal, percebo sem intenção onde estão os buracos da calçada próximos do meu pé. Percebo o trajeto do sol nas paredes. Onde se forma um corredor de vento. Percebo o timbre da voz de um pastor pregando ali perto. Vejo toda a preparação de um mágico ao montar seu espetáculo para atrair quem passa pela rua. Entendo que as três horas estão passando rápido, tão rápido que nem mesmo vou conseguir terminar meu desenho. Ao mesmo tempo, tudo parece mais lento através dos meus olhos. Muda meu estado de percepção e passo a olhar para a cidade de outra forma.</p>
<p>Chega a ser estranho como uma atitude tão simples quanto abrir um banquinho e acomodar-se com um caderno na mão pode ser tão transformadora. O primeiro ato é o de adotar a posição de observador. O segundo é o de registrar aquilo que se vê. O porteiro do prédio ao lado se aproxima e olha para o meu caderno. “E se aparecer uma pessoa na janela e depois sumir? Você desenha ela?” Sou pega de surpresa pela indagação e conversamos rapidamente. Damos risada juntos. Percebo que aquela minha atitude de sentar com o banquinho e desenhar um edifício despertou no outro, com quem eu possivelmente nunca teria contato de outra forma, um diálogo sobre um espaço que compartilhamos, em geral, em silêncio. A cena se repete comigo e com os outros participantes do grupo. Pessoas se aproximam e observam, quase sempre sem dizer nada, os movimentos sobre o papel.</p>
<h3><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4666.jpg"><br />
<img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4666-225x300.jpg" alt="IMG_4666" width="700"  /></a>&#8220;Desautomatizando&#8221; o cérebro</h3>
<p>Retomo a questão do senhor que me abordou: como fazer um registro de algo que está sempre em movimento, sempre se renovando? Nesse processo de tentar fixar um espaço e tempo no papel, é engraçado como o desenho de observação desarma a gente. Racionalmente conto cinco janelas uma ao lado da outra. E quase começo a desenhar uma a uma, iguaizinhas, de acordo com as imagens de janela que meu cérebro prontamente me transmite. Mas espera aí. A da direita tem uma sombra que a da esquerda não tem. Opa! O espaço entre as janelas não é simétrico. O vidro não está visível naquelas ali, tenho que mudar a perspectiva. Nó na cabeça.</p>
<p>Tudo aquilo que meu cérebro buscou automatizar de maneira eficiente, me oferecendo respostas visuais prontas para me poupar tempo, acaba se tornando um processo longo e demorado. Isso porque na realidade as coisas são diferentes do que minha imaginação tentou prever. E o que isso tem a ver com a forma como a gente se coloca na cidade? Tudo! Porque podemos caminhar por aí achando que sabemos o que existe depois daquela esquina, ou que conhecemos o bairro X ou a rua Y. Mas se realmente pararmos para observar e desarmarmos o nosso automatismo cotidiano, a cidade vai revelar sempre novos detalhes que você não havia percebido antes. Toda vez que passar pelo mesmo espaço, portanto, ele terá algo de diferente para oferecer.</p>
<p>Acabou o tempo. Mal terminei de desenhar o topo do Empire State paulistano. Mas não importa. Olho para os cadernos dos outros “sketchers” e vejo a cidade por outros ângulos, cores, pinceladas, e técnicas. Paramos eu e minha irmã para comprar um doce, e quando saímos da confeitaria portuguesa às 13h o grupo já se dispersou. Pegamos a rua São Bento e voltamos ao ritmo de quem tem fome, de quem vai a algum lugar e depois a algum outro, de quem anda consultando o relógio. Mas o desenho ainda está lá no papel, para me lembrar da experiência que também ficou registrada. E eu espero poder buscá-la ali sempre que sentir que já saquei a cidade, que já conheço um caminho ou que São Paulo não me oferece novidades.</p>
<p><em>* Todas as fotos retratam &#8220;sketchers&#8221; do grupo e foram tiradas por mim na ocasião.</em></p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-981" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692.jpg" alt="IMG_4692" width="1600" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692.jpg 1600w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692-768x960.jpg 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692-819x1024.jpg 819w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-980" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681.jpg" alt="IMG_4681" width="1500" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681.jpg 1500w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-978" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672.jpg" alt="IMG_4672" width="2000" height="1500" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672.jpg 2000w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672-768x576.jpg 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 2000px) 100vw, 2000px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-974" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662.jpg" alt="IMG_4662" width="1500" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662.jpg 1500w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-983" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657.jpg" alt="IMG_4657" width="2000" height="1500" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657.jpg 2000w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657-768x576.jpg 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 2000px) 100vw, 2000px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-976" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670.jpg" alt="IMG_4670" width="1500" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670.jpg 1500w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
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		<title>Criamos um jornal (Brews!) sobre o bairro de Pinheiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2017 19:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre o Formiga-me]]></category>
		<category><![CDATA[Ambev]]></category>
		<category><![CDATA[Brews]]></category>
		<category><![CDATA[Goose Island Brewhouse]]></category>
		<category><![CDATA[jornal de bairro]]></category>
		<category><![CDATA[jornal de Pinheiros]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento do jornal Brews]]></category>
		<category><![CDATA[mapa colaborativo]]></category>
		<category><![CDATA[Pinheiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2016, chamaram a gente para co-criar um jornal que fosse uma ponte entre a ebulição de eventos, ideias, intervenções e estabelecimentos do bairro paulistano de Pinheiros e uma cervejaria que estava de chegada no Largo da Batata (a Goose Island Brewhouse), o epicentro de todo esse movimento urbano maravilhoso que acontece na região. (Dá [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Em 2016, chamaram a gente para co-criar um jornal que fosse uma ponte entre a ebulição de eventos, ideias, intervenções e estabelecimentos do bairro paulistano de Pinheiros e uma cervejaria que estava de chegada no Largo da Batata (a Goose Island Brewhouse), o epicentro de todo esse movimento urbano maravilhoso que acontece na região.</div>
<div>
(Dá uma olhada como foi o lançamento!)</div>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/jfPzzxoFCVA?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<div>Desafio aceito, entendemos que nosso trabalho deveria começar ouvindo as pessoas do local em vez de nos colocarmos como um novo elemento no meio de muita coisa que já vinha rolando. Bolamos então com o pessoal da Condessa (a agência que atendia a Goose) um mapa colaborativo de 10 metros (!) que ficou colado sobre o tapume da obra da cervejaria até a inauguração. As pessoas que passavam por ali poderiam registrar suas memórias e dicas sobre o bairro no mapa, e o resultado foi incrível! Veja nosso vídeo sobre o mapa:</div>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/YYj9HxMmO08?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<div>
<p>O jornal Brews (Brew + News) é uma extensão dessa nossa vontade de criar uma plataforma de escuta do bairro. Fomos chamadas justamente pela vontade da marca de dialogar com as pessoas locais, e compramos essa ideia por acreditar que todos fazem parte das soluções para as cidades.</p>
<p>Óia um resuminho de 1 minuto da primeira edição:</p>
</div>
<div></div>
<div>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 658px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-version="7">
<div style="padding: 8px;">
<div style="background: #F8F8F8; line-height: 0; margin-top: 40px; padding: 50.0% 0; text-align: center; width: 100%;"></div>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/BSBoU02h9IY/" target="_blank">A post shared by Formiga-me (@formigame)</a> on <time style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;" datetime="2017-03-24T15:12:57+00:00">Mar 24, 2017 at 8:12am PDT</time></p>
</div>
</blockquote>
<p><script src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js" async="" defer="defer"></script></p>
</div>
<div></div>
<div>O Brews é trimestral e distribuído gratuitamente na Goose Island Brewhouse (Rua Baltazar Carrasco, 147, em São Paulo) e em outros pontos de Pinheiros.</div>
<div></div>
<div>______________________________<wbr />________</div>
<div></div>
<div>Segue a gente nas redes:</div>
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		<title>Fizemos um mapa colaborativo numa rua de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2016 17:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intervenções urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre o Formiga-me]]></category>
		<category><![CDATA[cartografia afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[cervejaria]]></category>
		<category><![CDATA[Goose Island]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>
		<category><![CDATA[mapa colaborativo]]></category>
		<category><![CDATA[sopinheirostem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nosso grande mapa colaborativo de Pinheiros foi colado no Largo da Batata</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ficamos muito felizes de ver nosso primeiro mapa colaborativo no Largo da Batata, no bairro paulistano de Pinheiros. E é enorme! Tem mais de 10 metros! Quem passa por ali podem escrever suas dicas do bairro, como lugares e personagens (e outras coisas também, como sentimentos e momentos vividos nos lugares) para montar um mosaico de lugares que são especiais para as pessoas.</p>
<p>O mapa está colado no tapume do que vai ser logo mais a Brew House, primeira cervejaria da Goose Island no Brasil. Nossa parceria tem muito propósito envolvido, porque a Goose, que surgiu em Chicago em 1988, ajudou a transformar um bairro quase abandonado da cidade junto com a população.</p>
<p>A Goose também criou a hashtag <strong>#sopinheirostem</strong> para descobrir qual é a vibe do bairro.</p>
<p>Passa lá e escreve no nosso mapa! Fica na Rua Baltazar Carrasco, 187, bem em frente ao largo e ao lado da estação do metrô Faria Lima.</p>
<p>E pode curtir o vídeo, compartilhar e se inscrever no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCtvWeIq0tDxesAksM8suQLw" target="_blank" rel="noopener">nosso canal</a>, tá?</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/YYj9HxMmO08?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como jogo do Pokémon está levando as pessoas de volta às ruas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 13:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[bolha privada]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[jogo de pokemon]]></category>
		<category><![CDATA[jogo do pokemon]]></category>
		<category><![CDATA[pokemon]]></category>
		<category><![CDATA[pokemon go]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como caçar Pokémons no mundo real pode aproximar as pessoas dos espaços públicos (ou afastá-las)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até uma semana atrás, eu sabia quase nada sobre Pokémons. Mas os “pocket monsters”, que dominaram a televisão na transição dos anos 1990 para os 2000, começaram a pipocar recentemente em meu feed das fontes mais diversas. A nova febre se chama Pokémon Go, um jogo de realidade aumentada (quando misturam-se os mundos virtual e real) para smartphone que promove uma caça aos bichinhos virtuais pelas cidades. Mesmo sem conhecer muito sobre Pokémons (a formiga-sócia <a href="http://formiga.me/author/fecarpe/">Fernanda Carpegiani</a> era fã e me explicou tudinho), fiquei animada com uma nova moda que leva as pessoas para caminhar mais por espaços públicos.</p>
<p>O app funciona assim: o jogador pode buscar, em um mapa dos arredores, locais reais onde estão “escondidos” itens do jogo. Eles não estão de verdade lá, mas quando você se aproxima do local, pode coletar os itens com o celular. Ao andar, o smartphone também te avisa de Pokémons que estão por perto, e você pode capturá-los jogando uma Pokebola – mais uma vez, na tela do celular, mas apontando a câmera para o local do mundo real em que o Pokémon “está”. Os jogadores podem ainda buscar ginásios (virtuais, mas localizados em pontos reais da cidade) onde colocam a força de seus bichinhos à prova em batalha contra os Pokémons de outros jogadores.</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/2sj2iQyBTQs?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Diante desse fenômeno que <a href="http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/07/pokemon-go-eleva-valor-de-mercado-da-nintendo-em-us-75-bi-em-2-dias.html">aumentou em 7,5 bilhões de dólares o valor da Nintendo</a> em apenas dois dias, passei horas assistindo a uma porção de vídeos de jogadores de Pokémon Go para entender em que medida o app estaria melhorando a relação entre pessoas e espaços públicos.</p>
<h2>A cidade como tabuleiro de um jogo</h2>
<p>Minha primeira impressão foi positiva. Quantos milhões de jogadores que estariam enfurnados em suas casas por horas e dias a fio após um lançamento de jogo tão aguardado não foram no lugar disso caminhar ao ar livre, se exercitar e descobrir espaços da cidade que possivelmente passam batidos no dia a dia? E digo mais: é muito legal transformar a cidade em um tabuleiro de jogo, ressignificando seus espaços e tornando a experiência urbana lúdica.</p>
<p>Acredito, inclusive, que a chave para o enorme sucesso do jogo foi levá-lo para o mundo real. Seria isso um sinal de que as pessoas querem sair mais para espaços públicos, mas que para isso gostariam que eles fossem mais lúdicos?</p>
<a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/Photo-14-07-16-16-09-36.png"><img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/Photo-14-07-16-16-09-36.png" alt="Leon, do canal do YouTube Coisa de Nerd, vai atrás do espaço público indicado pelo app para coletar itens do jogo (Imagem: reprodução)" width="700" /></a>
<p>Pensei, ainda, que mesmo que indiretamente, a caçada aos Pokémons talvez se converta em levar essas mesmas pessoas para aqueles espaços públicos em outras ocasiões que não na hora do jogo. Na hora de considerar um encontro com amigos, um piquenique, uma reunião, um passeio romântico, o jogador pode lembrar de praças e parques que descobriu jogando Pokémon Go, e passar a frequentar mais esses lugares. Além disso, ver pessoas ocupando um espaço público leva outras a fazer o mesmo. É o que aconteceu no Minhocão, elevado em São Paulo que, fechado aos finais de semana, passou a atrair cada vez mais pessoas que usam o local como um parque. Difícil gostar de multidão, mas também quem se anima a sentar para ler um livro em uma praça totalmente vazia?</p>
<p>E tem mais: os jogadores de Pokémon Go também se encontram em alguns pontos da cidade, em que há uma concentração de Pokémons. Não é positiva essa interação entre pessoas?</p>
<a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/ovos.jpg"><img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/ovos.jpg" alt="Para chocar ovos de Pokémon, o jogador deve andar os quilômetros indicados pelo app (Imagem: reprodução)" width="700"  /></a>
<h2>Será que os jogadores saem da bolha?</h2>
<p>Só que nem tudo é tão legal nessa caça aos Pokémons pelas cidades. Assistindo aos vídeos, me deparei por exemplo com o conselho de um jogador (com quase 4,5 milhões de seguidores no canal Coisa de Nerd, em um vídeo com mais de 1,5 milhão de visualizações) que sugere o uso do carro para jogar Pokémon Go, e a busca dos ginásios em shoppings (embora ele próprio não faça isso). Entendo que o youtuber era bem intencionado (e o vídeo é bem divertido!): advertia seus seguidores sobre a segurança ao andar com o celular na mão, já que houve relatos nos Estados Unidos de bandidos que criaram ginásios Pokémon para <a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/07/12/frenesi-causado-por-novo-jogo-pokemon-go-leva-a-roubos-e-acidentes.htm">atrair jogadores e roubá-los</a>.</p>
<p>O risco é real. Mesmo assim, o conselho faz força contrária ao movimento de ocupação dos espaços públicos: se confinar em espaços privados – do condomínio ao carro, do carro ao shopping, do shopping ao prédio de escritórios e de volta ao condomínio – em busca de segurança não reduz a violência, nem as suas chances de ser vítima dela. Mas a cidade, por outro lado, perde muito. Porque onde não há pessoas, não há uso. E quando não há uso, há depredação e abandono. E quando isso acontece, o prejuízo não é apenas estético. As pessoas que poderiam se beneficiar com aquele espaço de convivência e cultura acabam não podendo. Isso se soma então aos elementos que aumentam o individualismo, narcisismo, dificuldade de ceder e compartilhar e de enxergar o outro (leia nossos artigos “<a href="http://formiga.me/a-cidade-pode-curar-o-nosso-narcisismo/">A cidade pode curar o nosso narcisismo</a>” e “<a href="http://formiga.me/ocupar-e-compartilhar-e-compartilhar-e-dificil/">Ocupar é compartilhar, e compartilhar é difícil</a>”).</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/0IuTHTn_Vig?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Outro questionamento que fiz em relação a Pokémon Go é quanto as pessoas de fato interagem com o seu entorno quando estão jogando. Será que os lugares pelos quais passam não passam de um cenário de videogame, ao qual os jogadores se mantém indiferentes? O app tira as pessoas das suas bolhas privadas? Ou apenas faz essas bolhas circularem por aí, sem serem estouradas?</p>
<p>É verdade que não tenho respostas para nenhuma das muitas perguntas que coloquei aqui. A proposta de levar as pessoas para as ruas para jogar poderia ter um saldo positivo para as cidades e para as pessoas. Mas na prática, será que essa interação acontece?</p>
<p>Você joga ou já jogou Pokémon Go? Conta para a gente nos comentários se isso te aproximou de espaços públicos ou não!</p>
<p>Quer saber por que a gente no Formiga-me acha tão importante ocupar os espaços públicos? Dá uma lida no <a href="http://formiga.me/nosso-manifesto/">nosso manifesto</a>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/CnXBhqrUMAADg7X.jpg"><img  src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/CnXBhqrUMAADg7X.jpg" alt="Nos Estados Unidos, onde o jogo é febre, painel eletrônico na rodovia adverte sobre os perigos de procurar Pokémons enquanto se dirige (Imagem: Twitter)" width="700" /></a>
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		<title>Ocupar é compartilhar, e compartilhar é difícil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2016 14:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhar]]></category>
		<category><![CDATA[convivência]]></category>
		<category><![CDATA[economia compartilhada]]></category>
		<category><![CDATA[espaço público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estar em uma rua, calçada, praça, um parque ou qualquer outro local, é intrínseco ao ato de compartilhar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe hoje um grande entusiasmo em torno da chamada <a href="http://tab.uol.com.br/economia-compartilhada/">economia compartilhada</a>. Mesmo se você não sabe explicar o que ela é, conhece exemplos dessa forma de consumir que depende da interação entre uma rede de pessoas: Airbnb, Uber, sistemas de bike share, coworkings, entre outros. Só que por trás de todo o frisson daquilo que vira tendência, existe um probleminha: embora compartilhar seja uma lição que aprendemos quando crianças, é também algo que devemos reaprender quando adultos. E não é fácil.</p>
<p>Quando a gente compartilha, abre mão de fazer as coisas exatamente como quer. O comediante Louis CK fez uma ótima reflexão sobre isso, ao observar que a maior parte das pessoas não quer abrir mão da sua forma preferida de agir (nem se for para agir da sua &#8220;segunda forma preferida&#8221;). Ele exemplifica: um motorista está à direita em uma avenida com muitas faixas de rolagem e percebe em cima da hora que precisa virar na próxima rua à esquerda. O que ele faz? Dá um jeito de virar à esquerda. Enfia seu carro &#8220;na vida&#8221; de todos, se esgueirando da responsabilidade ao justificar que não existia outra possibilidade senão cortar todo mundo&#8230; A não ser, é claro, a alternativa de perder mais 4 segundos fazendo o retorno no próximo quarteirão. &#8220;Mas esse não é meu jeito preferido! Isso só obedece a 99% dos meus critérios!&#8221;, brinca Louis CK.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/CQSRPMFDTSs?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como em qualquer standup, a piada só é engraçada porque todos nós temos familiaridade com essa situação. É difícil sair de casa sem encontrar alguém totalmente indisposto a abrir mão do que quer, como quer e quando quer, mesmo que isso signifique prejudicar quem está em volta. É quem entra no metrô antes dos outros saírem, quem pega o acostamento na estrada pra fugir do trânsito, quem fura fila, quem para no meio da calçada ou senta no meio do caminho. É da natureza humana pensar primeiro no benefício próprio. Mas é da natureza da civilização aprender a ceder para conviver com o outro, senão simplesmente a equação não funciona: ao desrespeitar o outro porque você precisa fazer tudo do seu jeito, você dá a ele uma espécie de &#8220;concessão&#8221; para fazer o mesmo.</p>
<p>É aí que entra o desafio da ocupação dos espaços públicos. Estar em uma rua, calçada, praça, um parque ou qualquer outro local, é intrínseco ao ato de compartilhar. Os outros também têm suas formas preferidas de fazer as coisas e, assim como você, precisam ceder um tanto para conviver no mesmo espaço.</p>
<p>Isso tudo pode parecer óbvio, mas não é. Não é, porque a maior parte não age por má fé. Não é inclusive entre algumas pessoas bem intencionadas que levam sua proposta de melhoria para um espaço público. Na gana de transformar o local, muitas vezes a gente impõe sobre os outros nossos interesses. Mas quem não quereria um parque de cachorro onde antes só havia cimento? Ué, quem estava usando o espaço para ensaios de dança. Ou quem quer aproveitar a mudança para fazer uma horta comunitária. Como unir tantos interesses, desejos e formas de fazer as coisas?</p>
<p>Eis o desafio do espaço público. Que é também o desafio de (con)viver em cidades. Que é, por sua vez, a única forma de melhorar a qualidade de vida em lugares que pertencem a todos. Vai encarar? Ou vai ficar aí trancado no seu quadrado privativo reclamando do mundo lá fora?</p>
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