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	<title>Pontos de Vista: opinões sobre a cidade - Formiga-me</title>
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	<description>por cidades que façam sentido</description>
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		<title>O antídoto para o medo das ruas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2018 21:42:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[D.R. Urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Outubro foi um mês em que as ruas protagonizaram e testemunharam mudanças no país. Teve manifestação do #elenão, do #elesim, teve panfletagem, teve megafone, teve bandeira, teve pixação, teve agressão, teve morte. Levamos para a rua o conflito que borbulhava nas redes sociais. Não é de hoje: desde 2013 tem sido assim. E focados nesse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Outubro foi um mês em que as ruas protagonizaram e testemunharam mudanças no país. Teve manifestação do #elenão, do #elesim, teve panfletagem, teve megafone, teve bandeira, teve pixação, <a href="https://exame.abril.com.br/brasil/apoiadores-de-bolsonaro-realizaram-pelo-menos-50-ataques-em-todo-o-pais/">teve agressão</a>, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/justica-acata-denuncia-e-acusado-de-matar-moa-do-katende-vira-reu.shtml">teve morte</a>. Levamos para a rua o conflito que borbulhava nas redes sociais. Não é de hoje: desde 2013 tem sido assim. E focados nesse conflito – com razão, há de se dizer –, não pensamos no porquê da rua. Por que fomos para a rua? E por que temos (e estamos com) medo dela?</p>
<p>Sempre falamos aqui no Formiga-me que o <a href="http://formiga.me/ocupar-e-compartilhar-e-compartilhar-e-dificil/">espaço público é um lugar de conflito</a>. E talvez por isso a gente tenha medo dele: é mais tranquilo ficar na nossa bolha, na nossa zona de conforto, com quem e o que a gente conhece. Na cidade grande, crescemos com medo das ruas. É um lugar onde temos que ceder ao outro, onde nos deparamos com a profunda diferença, onde estamos cercados de tensão e cuidados, onde temos medo de perder.</p>
<h3>Temor que se retroalimenta</h3>
<p>Esse medo não é sem alguma razão, sabemos disso. Ao mesmo tempo, nosso temor se retroalimenta. Quanto mais tememos, pior nos sentimos em um espaço de diferenças. A rua é, portanto, também um antídoto. Por isso, quanto mais nos expusermos às diferenças, ao conflito, mais correremos riscos, sim, mas também mais nos fortaleceremos e nos sentiremos seguros.</p>
<p>Essa segurança é fundamental no cenário pós-eleições. Já defendemos aqui que pequenas ações e ativismos são fundamentais, nos posicionando contra o anúncio do <a href="http://formiga.me/bolsonaro-ativismo-e-a-formiguinha/">fim dos ativismos feita por Bolsonaro</a>. Não tenhamos medo de continuar indo para as ruas e existir nelas, como somos, com nossas ideias e projetos. Abertos ao outro e suas ideias e projetos.</p>
<p>Agora é, mais do que nunca, hora de estabelecer esse diálogo. De encarar o conflito para dissolvê-lo. De encontrar um meio termo. De não alimentar uma cultura de pânico. Pois se recuarmos, os intolerantes sentirão o cheiro do medo e avançarão. Se eles têm medo das diferenças, nós as amamos. Não recuaremos. Juntos somos fortes, pequenos somos importantes.</p>
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		<title>Bolsonaro, ativismo e o trabalho de formiguinha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Carpegiani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 15:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não tem sido fácil ser formiguinha em tempos de Bolsonaro. É que as eleições deste ano no Brasil, principalmente para presidente, vieram carregadas de polarização extrema, muito discurso de ódio e as já famosas fake news. Quem acredita no diálogo, na cidadania ativa e nas pequenas ações transformadoras, como nós do Formiga-me, fica indignado (e triste) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não tem sido fácil ser formiguinha em tempos de Bolsonaro. É que as eleições deste ano no Brasil, principalmente para presidente, vieram carregadas de polarização extrema, muito discurso de ódio e as já famosas <a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/whatsapp-e-vetor-de-fake-news-no-brasil-nos-eua-papel-e-do-facebook.shtml" target="_blank" rel="noopener">fake news</a>. Quem acredita no diálogo, na cidadania ativa e nas pequenas ações transformadoras, como nós do <a href="http://www.formiga.me" target="_blank" rel="noopener">Formiga-me</a>, fica indignado (e triste) com o clima de violência que ganhou força nas últimas semanas.</p>
<p>Entre falas agressivas e preconceituosas, o candidato Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenção de votos, disse que vai colocar um <a href="https://bandnewstv.band.uol.com.br/videos/16553044/bolsonaro-vamos-botar-ponto-final-em-todos-ativismos-do-brasil" target="_blank" rel="noopener">&#8220;ponto final em todos os ativismos do Brasil&#8221;</a> se for eleito. Em resposta, <a href="https://www.conectas.org/noticias/cerca-de-3-mil-entidades-repudiam-bolsonaro-por-fala-sobre-fim-do-ativismo-no-brasil" target="_blank" rel="noopener">mais de 3 mil entidades</a>, entre ONGs, coletivos e movimentos sociais, criaram o manifesto <a href="http://www.ativismosim.org" target="_blank" rel="noopener">#AtivismoSim</a>, disponível para assinatura online. Isso porque a gente precisa seguir em frente e, mais do que nunca, fazer valer a nossa liberdade de atuação. Mas muita gente também está desanimada, desesperada e querendo desistir.</p>
<p>Uns falam em sair do país, outros têm medo de andar na rua. Eu mesma tive pesadelos e algumas crises de raiva e tristeza. Isso sem contar as discussões com a família. A sensação que vem é de que somos pequenos demais e de que já perdemos tudo. Ao mesmo tempo, o trabalho de formiguinha nunca foi fácil. O ativismo, os projetos sociais e as campanhas de conscientização e educação sempre encontraram resistência por parte de quem duvida que dá para mudar e melhorar aos poucos.</p>
<div id="fb-root"></div>
<p><script>(function(d, s, id) {  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];  if (d.getElementById(id)) return;  js = d.createElement(s); js.id = id;  js.src = 'https://connect.facebook.net/en_US/sdk.js#xfbml=1&version=v3.2';  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));</script></p>
<div class="fb-video" data-href="https://www.facebook.com/ativismosim/videos/1233803713437613/" data-width="1140">
<blockquote cite="https://www.facebook.com/ativismosim/videos/1233803713437613/" class="fb-xfbml-parse-ignore"><p><a href="https://www.facebook.com/ativismosim/videos/1233803713437613/">Bolsonaro não vai acabar com o ativismo no Brasil! #AtivismoSim</a></p>
<p>Após saber de sua ida ao 2º turno da disputa presidencial, Jair Bolsonaro imediatamente proclamou que, se eleito, vai &quot;botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil&quot;. Mal sabe ele que somos muitos &#8211; e o nosso ativismo é o que constrói todos os dias um país mais humano, justo e igual. Ninguém vai nos impedir de fazer o bem. Assista ao vídeo e assine já o nosso manifesto para ficar por dentro do que você pode fazer para defender o ativismo no país: ativismosim.org #AtivismoSim <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.1/72x72/1f4aa.png" alt="💪" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.1/72x72/1f4aa.png" alt="💪" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.1/72x72/1f4aa.png" alt="💪" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Posted by <a href="https://www.facebook.com/ativismosim/">AtivismoSim</a> on Thursday, October 18, 2018</p></blockquote>
</div>
<h3></h3>
<h3>Bolsonaro e a formiguinha</h3>
<p>Uma vez ouvi de um tio: &#8220;Muito legal isso que você faz de cuidar da praça. Mas ainda é só UMA praça em São Paulo, no meio de tantas outras abandonadas.&#8221; O que ele quis dizer é que o minha contribuição para o <a href="https://saopaulosao.com.br/causas/3000-praca-da-nascente-laboratorio-de-cidadania.html" target="_blank" rel="noopener">trabalho do coletivo Ocupe &amp; Abrace</a>, que transformou completamente a Praça da Nascente, na Pompeia, era pequeno demais para fazer alguma diferença. É como se fosse um esforço inútil, já que a cidade é tão maior que aquele espaço. E olha que essa praça em questão é a maior área verde do bairro!</p>
<p>Sim, somos pequenos, mas não insignificantes. O fato de não ser possível mudar toda a cidade de uma vez tem a ver com um limite óbvio, natural e humano, afinal. Claro que é impossível dar um passo maior do que a perna, com o perdão do clichê. Seria muita pretensão da minha parte, ou de qualquer um, querer transformar São Paulo. Mas se eu posso ajudar a transformar uma praça, dando passos menores que estão ao meu alcance, por que não?</p>
<p>A visão de que o pequeno não importa só faz sentido se acharmos que somos maiores do que realmente somos. Querer mudar o mundo de uma vez é a receita para frustração e desânimo. Precisamos entender e reconhecer os limites das nossas iniciativas, sabendo que a realidade é maior e mais complexa do que nós. Não vamos mudar o mundo sozinhos, porque cada um só pode fazer a sua parte. Agora, se perdermos o fôlego para fazer o que de fato está ao nosso alcance aí é que nada muda mesmo.</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/TH54Look1fA?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>A formiga e o formigueiro</h3>
<p>Fica mais fácil ser formiguinha quando usamos a pequenez a nosso favor. Quando ajustamos nossas expectativas para resultados menores e mais eficientes. Isto é, fazer o que a gente pode sem esperar que o resultado seja enorme e universal. Primeiro, porque é tudo o que podemos fazer mesmo. Segundo, porque toda ação tem o potencial de inspirar outras ações parecidas. É nisso que acreditamos aqui no Formiga-me.</p>
<p>Uma praça nunca é só uma praça. Acima de tudo, ela representa uma possibilidade para toda a cidade. Se <a href="http://formiga.me/5-maneiras-de-ocupar-uma-praca/" target="_blank" rel="noopener">cuidarmos de cada praça como se fosse a única</a>, logo existirão outras praças sendo cuidadas. Uma formiga sozinha não vai longe, mas ela sempre faz parte de um formigueiro que potencializa e protege a sua pequena existência.</p>
<p>As discussões e desesperos que vivi e acompanhei nos últimos tempos me trouxeram uma lição: é preciso aprender a ser pequeno para ser maior. Sem esperar que o mundo mude é que a gente pode, de fato, mudar o mundo.</p>
<p>Mais do que escolher quem vai ser o nosso presidente, temos o grande desafio de entender o que está acontecendo e ver o que cada um pode fazer. Por exemplo, aprender a abrir o diálogo com quem está confuso e indeciso (<a href="https://youtu.be/3qzcPcQjbMI" target="_blank" rel="noopener">comunicação não-violenta</a> está aí para isso!), ou ainda fortalecer e <a href="http://formiga.me/crowdfunding-ativista-recorrente/" target="_blank" rel="noopener">apoiar projetos sociais e de ativismo</a>.</p>
<p>Tudo isso faz parte de um processo longo, gradativo e, acima de tudo, coletivo. Ou seja, nada vai mudar nem agora nem de uma vez. Mas uma coisa é certa: os aprendizados, as aberturas para conversa e toda a experiência desse trabalho de formiguinha são conquistas que Bolsonaro nenhum pode tirar de nós.</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/XfyUHtaADos?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dá pra considerar a vida na cidade um jogo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2017 19:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como a pergunta de um garoto de 10 anos nos fez pensar sobre as regras do espaço urbano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Participando do Hack Town, decidimos assistir a palestras sobre jogos para entender como esse assunto, hoje tão associado à educação e à tecnologia, poderia ser trazido para o campo das cidades. A resposta mais elucidativa para essa dúvida veio de um garoto de 10 anos que assistia com a gente à fala do <a href="http://hacktown.com.br/palestra-design-jogos-e-aprendizagem/">André Braga</a>, professor de Jogos e Educação na pós-graduação da Faculdade Flamingo.</p>
<p>Um pouco de contexto: o palestrante pediu que a plateia listasse algumas características dos jogos, e destacou em seguida quatro delas que os especialistas da área consideram essenciais: jogador, regras, desafio e feedback. Em seguida, perguntou se essas eram qualidades encontradas na sala de aula, o que gerou um debate muito legal. E o Gabriel, esse menino que participava, levantou a mão para dizer uma vantagem dos jogos em relação à sala de aula é que no primeiro caso é permitido testar, fracassar e tentar novamente, o que é estimulante. Na escola, não.</p>
<p>Dispensa dizer o quão maravilhoso foi esse comentário (que recebeu aplausos de todo mundo ali, aliás). O que pensei a partir dele é o seguinte: não só isso reflete a realidade da sala de aula, mas da nossa vida nas cidades. Significa que temos que viver num mundo de fantasia? Não é isso que estou falando. Mas podemos pensar em uma maneira de nos relacionarmos com os espaços públicos de forma que a tentativa, a prototipação, a readaptação faça parte do processo de transformar a cidade em um lugar que faça sentido para todos. Estamos acostumados no contexto urbano, assim como nas escolas, a receber tudo pronto de cima (dos “responsáveis”). Mas por que nós também não somos corresponsáveis? Não há debate, abertura para tentativa, erro e conserto.</p>
<p>E qual é o problema disso? Desacreditamos no nosso protagonismo e nos desanimamos, achando que não temos um papel na construção do nosso conhecimento (na escola) e das cidades, que não existe forma de contribuirmos e que em nada podemos influenciar. E isso não é verdade! Vivenciar a cidade deveria, portanto, ser uma experiência estimulante, através da qual as pessoas sentissem que sua atuação faz diferença na forma como os espaços se configuram. Quando delegamos as “regras” somente às autoridades, viver nas cidades pode ser tão chato quanto uma aula monótona em que professor fala, aluno escuta.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong> fizemos um post com um apanhado dos aprendizados que tivemos no Hack Town 2017! <a href="http://formiga.me/hack-town-2017-cidades/">Dá uma lida</a>.</p>
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		<title>O que aprendi sobre São Paulo ao sentar no centro com um banquinho e um papel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2017 18:27:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[banespão]]></category>
		<category><![CDATA[centro de SP]]></category>
		<category><![CDATA[contemplação]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho uma irmã adolescente que no último ano descobriu um grande amor pela arte. Ela passaria alguns dias na minha casa em São Paulo (mora com meu pai e sua mãe em Goiânia) e decidi levá-la para ter algumas experiências artísticas por aqui. Uma delas surgiu por recomendação de evento do Facebook: o encontro de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho uma irmã adolescente que no último ano descobriu um grande amor pela arte. Ela passaria alguns dias na minha casa em São Paulo (mora com meu pai e sua mãe em Goiânia) e decidi levá-la para ter algumas experiências artísticas por aqui. Uma delas surgiu por recomendação de evento do Facebook: o encontro de um grupo chamado “Urban Sketchers”. O nome me parecia bem autoexplicativo (algo como “esboçadores” urbanos) e logo descobri que era uma <a href="http://brasil.urbansketchers.org/" target="_blank" rel="noopener">comunidade totalmente aberta</a> a quem desejasse chegar com seu caderno e desenhar/pintar a cidade.</p>
<p>No sábado nos encontramos com os “sketchers” no centro de São Paulo. Logo mais nos espalhamos na praça Antônio Prado, entre o prédio do Banespão e a Rua São Bento, e partimos para a atividade. Foi tudo bem livre, sem tema, sem instruções ou restrições. Eu e minha irmã nos sentamos em frente ao coreto da praça e começamos a desenhar.</p>
<p>Olhei no relógio. &#8220;Nossa, temos ainda 3 horas. É bastante.&#8221; Haveria tempo para mais de um desenho? Me sentiria entediada desenhando por três horas? Chacoalho a ansiedade precoce de quem não tem o costume de contemplar. Me permito pensar – antes mesmo de começar – que vai ficar tudo bem se eu quiser ir embora mais cedo.</p>
<h3>Barreira temporal</h3>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4671.jpg"><img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4671-225x300.jpg" alt="IMG_4671" width="700"  /></a></p>
<p>Quando a barreira dos primeiros 15 minutos é superada, parece que o tempo muda. Não estou mais no ritmo de chegada, de quem passa rumo a um objetivo, de quem entra e sai dos comércios. Não estou mais no mesmo estado de espírito de uma hora antes, me arrumando para mais um compromisso, com toda a movimentação e ansiedade que um ponto de encontro com data e local marcados provocam.</p>
<p>Ao romper essa barreira temporal, percebo sem intenção onde estão os buracos da calçada próximos do meu pé. Percebo o trajeto do sol nas paredes. Onde se forma um corredor de vento. Percebo o timbre da voz de um pastor pregando ali perto. Vejo toda a preparação de um mágico ao montar seu espetáculo para atrair quem passa pela rua. Entendo que as três horas estão passando rápido, tão rápido que nem mesmo vou conseguir terminar meu desenho. Ao mesmo tempo, tudo parece mais lento através dos meus olhos. Muda meu estado de percepção e passo a olhar para a cidade de outra forma.</p>
<p>Chega a ser estranho como uma atitude tão simples quanto abrir um banquinho e acomodar-se com um caderno na mão pode ser tão transformadora. O primeiro ato é o de adotar a posição de observador. O segundo é o de registrar aquilo que se vê. O porteiro do prédio ao lado se aproxima e olha para o meu caderno. “E se aparecer uma pessoa na janela e depois sumir? Você desenha ela?” Sou pega de surpresa pela indagação e conversamos rapidamente. Damos risada juntos. Percebo que aquela minha atitude de sentar com o banquinho e desenhar um edifício despertou no outro, com quem eu possivelmente nunca teria contato de outra forma, um diálogo sobre um espaço que compartilhamos, em geral, em silêncio. A cena se repete comigo e com os outros participantes do grupo. Pessoas se aproximam e observam, quase sempre sem dizer nada, os movimentos sobre o papel.</p>
<h3><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4666.jpg"><br />
<img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4666-225x300.jpg" alt="IMG_4666" width="700"  /></a>&#8220;Desautomatizando&#8221; o cérebro</h3>
<p>Retomo a questão do senhor que me abordou: como fazer um registro de algo que está sempre em movimento, sempre se renovando? Nesse processo de tentar fixar um espaço e tempo no papel, é engraçado como o desenho de observação desarma a gente. Racionalmente conto cinco janelas uma ao lado da outra. E quase começo a desenhar uma a uma, iguaizinhas, de acordo com as imagens de janela que meu cérebro prontamente me transmite. Mas espera aí. A da direita tem uma sombra que a da esquerda não tem. Opa! O espaço entre as janelas não é simétrico. O vidro não está visível naquelas ali, tenho que mudar a perspectiva. Nó na cabeça.</p>
<p>Tudo aquilo que meu cérebro buscou automatizar de maneira eficiente, me oferecendo respostas visuais prontas para me poupar tempo, acaba se tornando um processo longo e demorado. Isso porque na realidade as coisas são diferentes do que minha imaginação tentou prever. E o que isso tem a ver com a forma como a gente se coloca na cidade? Tudo! Porque podemos caminhar por aí achando que sabemos o que existe depois daquela esquina, ou que conhecemos o bairro X ou a rua Y. Mas se realmente pararmos para observar e desarmarmos o nosso automatismo cotidiano, a cidade vai revelar sempre novos detalhes que você não havia percebido antes. Toda vez que passar pelo mesmo espaço, portanto, ele terá algo de diferente para oferecer.</p>
<p>Acabou o tempo. Mal terminei de desenhar o topo do Empire State paulistano. Mas não importa. Olho para os cadernos dos outros “sketchers” e vejo a cidade por outros ângulos, cores, pinceladas, e técnicas. Paramos eu e minha irmã para comprar um doce, e quando saímos da confeitaria portuguesa às 13h o grupo já se dispersou. Pegamos a rua São Bento e voltamos ao ritmo de quem tem fome, de quem vai a algum lugar e depois a algum outro, de quem anda consultando o relógio. Mas o desenho ainda está lá no papel, para me lembrar da experiência que também ficou registrada. E eu espero poder buscá-la ali sempre que sentir que já saquei a cidade, que já conheço um caminho ou que São Paulo não me oferece novidades.</p>
<p><em>* Todas as fotos retratam &#8220;sketchers&#8221; do grupo e foram tiradas por mim na ocasião.</em></p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-981" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692.jpg" alt="IMG_4692" width="1600" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692.jpg 1600w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692-768x960.jpg 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4692-819x1024.jpg 819w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-980" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681.jpg" alt="IMG_4681" width="1500" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681.jpg 1500w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4681-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-978" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672.jpg" alt="IMG_4672" width="2000" height="1500" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672.jpg 2000w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672-768x576.jpg 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4672-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 2000px) 100vw, 2000px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-974" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662.jpg" alt="IMG_4662" width="1500" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662.jpg 1500w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4662-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-983" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657.jpg" alt="IMG_4657" width="2000" height="1500" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657.jpg 2000w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657-768x576.jpg 768w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4657-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 2000px) 100vw, 2000px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670.jpg"><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-976" src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670.jpg" alt="IMG_4670" width="1500" height="2000" srcset="https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670.jpg 1500w, https://formiga.me/wp-content/uploads/2017/07/IMG_4670-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
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		<title>Como jogo do Pokémon está levando as pessoas de volta às ruas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 13:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[bolha privada]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[jogo de pokemon]]></category>
		<category><![CDATA[jogo do pokemon]]></category>
		<category><![CDATA[pokemon]]></category>
		<category><![CDATA[pokemon go]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como caçar Pokémons no mundo real pode aproximar as pessoas dos espaços públicos (ou afastá-las)</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até uma semana atrás, eu sabia quase nada sobre Pokémons. Mas os “pocket monsters”, que dominaram a televisão na transição dos anos 1990 para os 2000, começaram a pipocar recentemente em meu feed das fontes mais diversas. A nova febre se chama Pokémon Go, um jogo de realidade aumentada (quando misturam-se os mundos virtual e real) para smartphone que promove uma caça aos bichinhos virtuais pelas cidades. Mesmo sem conhecer muito sobre Pokémons (a formiga-sócia <a href="http://formiga.me/author/fecarpe/">Fernanda Carpegiani</a> era fã e me explicou tudinho), fiquei animada com uma nova moda que leva as pessoas para caminhar mais por espaços públicos.</p>
<p>O app funciona assim: o jogador pode buscar, em um mapa dos arredores, locais reais onde estão “escondidos” itens do jogo. Eles não estão de verdade lá, mas quando você se aproxima do local, pode coletar os itens com o celular. Ao andar, o smartphone também te avisa de Pokémons que estão por perto, e você pode capturá-los jogando uma Pokebola – mais uma vez, na tela do celular, mas apontando a câmera para o local do mundo real em que o Pokémon “está”. Os jogadores podem ainda buscar ginásios (virtuais, mas localizados em pontos reais da cidade) onde colocam a força de seus bichinhos à prova em batalha contra os Pokémons de outros jogadores.</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/2sj2iQyBTQs?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Diante desse fenômeno que <a href="http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/07/pokemon-go-eleva-valor-de-mercado-da-nintendo-em-us-75-bi-em-2-dias.html">aumentou em 7,5 bilhões de dólares o valor da Nintendo</a> em apenas dois dias, passei horas assistindo a uma porção de vídeos de jogadores de Pokémon Go para entender em que medida o app estaria melhorando a relação entre pessoas e espaços públicos.</p>
<h2>A cidade como tabuleiro de um jogo</h2>
<p>Minha primeira impressão foi positiva. Quantos milhões de jogadores que estariam enfurnados em suas casas por horas e dias a fio após um lançamento de jogo tão aguardado não foram no lugar disso caminhar ao ar livre, se exercitar e descobrir espaços da cidade que possivelmente passam batidos no dia a dia? E digo mais: é muito legal transformar a cidade em um tabuleiro de jogo, ressignificando seus espaços e tornando a experiência urbana lúdica.</p>
<p>Acredito, inclusive, que a chave para o enorme sucesso do jogo foi levá-lo para o mundo real. Seria isso um sinal de que as pessoas querem sair mais para espaços públicos, mas que para isso gostariam que eles fossem mais lúdicos?</p>
<a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/Photo-14-07-16-16-09-36.png"><img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/Photo-14-07-16-16-09-36.png" alt="Leon, do canal do YouTube Coisa de Nerd, vai atrás do espaço público indicado pelo app para coletar itens do jogo (Imagem: reprodução)" width="700" /></a>
<p>Pensei, ainda, que mesmo que indiretamente, a caçada aos Pokémons talvez se converta em levar essas mesmas pessoas para aqueles espaços públicos em outras ocasiões que não na hora do jogo. Na hora de considerar um encontro com amigos, um piquenique, uma reunião, um passeio romântico, o jogador pode lembrar de praças e parques que descobriu jogando Pokémon Go, e passar a frequentar mais esses lugares. Além disso, ver pessoas ocupando um espaço público leva outras a fazer o mesmo. É o que aconteceu no Minhocão, elevado em São Paulo que, fechado aos finais de semana, passou a atrair cada vez mais pessoas que usam o local como um parque. Difícil gostar de multidão, mas também quem se anima a sentar para ler um livro em uma praça totalmente vazia?</p>
<p>E tem mais: os jogadores de Pokémon Go também se encontram em alguns pontos da cidade, em que há uma concentração de Pokémons. Não é positiva essa interação entre pessoas?</p>
<a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/ovos.jpg"><img src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/ovos.jpg" alt="Para chocar ovos de Pokémon, o jogador deve andar os quilômetros indicados pelo app (Imagem: reprodução)" width="700"  /></a>
<h2>Será que os jogadores saem da bolha?</h2>
<p>Só que nem tudo é tão legal nessa caça aos Pokémons pelas cidades. Assistindo aos vídeos, me deparei por exemplo com o conselho de um jogador (com quase 4,5 milhões de seguidores no canal Coisa de Nerd, em um vídeo com mais de 1,5 milhão de visualizações) que sugere o uso do carro para jogar Pokémon Go, e a busca dos ginásios em shoppings (embora ele próprio não faça isso). Entendo que o youtuber era bem intencionado (e o vídeo é bem divertido!): advertia seus seguidores sobre a segurança ao andar com o celular na mão, já que houve relatos nos Estados Unidos de bandidos que criaram ginásios Pokémon para <a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/07/12/frenesi-causado-por-novo-jogo-pokemon-go-leva-a-roubos-e-acidentes.htm">atrair jogadores e roubá-los</a>.</p>
<p>O risco é real. Mesmo assim, o conselho faz força contrária ao movimento de ocupação dos espaços públicos: se confinar em espaços privados – do condomínio ao carro, do carro ao shopping, do shopping ao prédio de escritórios e de volta ao condomínio – em busca de segurança não reduz a violência, nem as suas chances de ser vítima dela. Mas a cidade, por outro lado, perde muito. Porque onde não há pessoas, não há uso. E quando não há uso, há depredação e abandono. E quando isso acontece, o prejuízo não é apenas estético. As pessoas que poderiam se beneficiar com aquele espaço de convivência e cultura acabam não podendo. Isso se soma então aos elementos que aumentam o individualismo, narcisismo, dificuldade de ceder e compartilhar e de enxergar o outro (leia nossos artigos “<a href="http://formiga.me/a-cidade-pode-curar-o-nosso-narcisismo/">A cidade pode curar o nosso narcisismo</a>” e “<a href="http://formiga.me/ocupar-e-compartilhar-e-compartilhar-e-dificil/">Ocupar é compartilhar, e compartilhar é difícil</a>”).</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/0IuTHTn_Vig?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Outro questionamento que fiz em relação a Pokémon Go é quanto as pessoas de fato interagem com o seu entorno quando estão jogando. Será que os lugares pelos quais passam não passam de um cenário de videogame, ao qual os jogadores se mantém indiferentes? O app tira as pessoas das suas bolhas privadas? Ou apenas faz essas bolhas circularem por aí, sem serem estouradas?</p>
<p>É verdade que não tenho respostas para nenhuma das muitas perguntas que coloquei aqui. A proposta de levar as pessoas para as ruas para jogar poderia ter um saldo positivo para as cidades e para as pessoas. Mas na prática, será que essa interação acontece?</p>
<p>Você joga ou já jogou Pokémon Go? Conta para a gente nos comentários se isso te aproximou de espaços públicos ou não!</p>
<p>Quer saber por que a gente no Formiga-me acha tão importante ocupar os espaços públicos? Dá uma lida no <a href="http://formiga.me/nosso-manifesto/">nosso manifesto</a>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/CnXBhqrUMAADg7X.jpg"><img  src="http://formiga.me/wp-content/uploads/2016/07/CnXBhqrUMAADg7X.jpg" alt="Nos Estados Unidos, onde o jogo é febre, painel eletrônico na rodovia adverte sobre os perigos de procurar Pokémons enquanto se dirige (Imagem: Twitter)" width="700" /></a>
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		<title>A cidade pode curar o nosso narcisismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Carpegiani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2016 10:13:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[condomínio]]></category>
		<category><![CDATA[muro]]></category>
		<category><![CDATA[narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[vida em condomínio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em terra de selfie, quem não vê o outro é rei. E nesse reino do “eu”, tudo é planejado, controlado, igual.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em terra de selfie, quem não vê o outro é rei. E nesse reino do “eu”, tudo é planejado, controlado, igual. <strong>Só entra no meu reino quem é igual a mim.</strong> Do muro para fora, “os outros”, aquele mundo perigoso, cheio de coisas que eu não conheço e, principalmente, cheio de gente diferente. Ah não, isso não. Melhor ficar aqui dentro mesmo, protegido pelo que eu sei e pelo que eu sou.</p>
<p>Você pode substituir reino por chia, por exemplo. Não, calma, volta (brincadeirinha, Bela Gil!). O reino aqui pode representar a nossa vida, a nossa casa, o nosso grupo de amigos, os lugares que a gente frequenta&#8230; e a nossa ideia de cidade. Ou de não-cidade. Sim, porque <strong>a cidade é justamente o lugar das diferenças</strong>, o espaço de todos e para todos, onde nada é igual. Muito menos previsível.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comecei a pensar sobre isso depois de participar do seminário internacional </span><a href="http://www1.folha.uol.com.br/especial/2016/cidades-e-territorios/"><span style="font-weight: 400;">Cidades e Territórios: Encontros e Fronteiras na Busca da Equidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em uma das mesas, ouvi o psicanalista Christian Dunker falar sobre os </span><a href="http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2015/06/christian-dunker-a-nossa-relacao-com-a-cidade-com-nosso-lugar-esta-ruim-4775795.html"><span style="font-weight: 400;">problemas da vida em condomínio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dizer que <strong>a cidade pode ser o antídoto para o nosso narcisismo</strong>. Sabe quando você ouve uma coisa e aquilo fica ecoando na sua cabeça? “A cidade é a cura para a nossa mania de querer ficar entre iguais.”</span></p>
<h3><b>Muros e distanciamentos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Resolvi conversar sobre essa ideia com a minha mãe. E antes de achar isso infantil (o que não é, de qualquer forma), saiba que Denise Carpegiani é psicanalista e grande entusiasta das discussões sobre o ser humano. Quando falei da cidade como antídoto para o nosso narcisismo de cada dia, ela explicou que<strong> o narcisista </strong></span><span style="font-weight: 400;"><strong>só vê e valoriza aquilo que ele conhece</strong>. E citou Caetano Veloso: “Porque narciso acha feio o que não é espelho”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Daí vem a eterna necessidade de ficar perto do que a gente conhece e reconhece. Mas olha só que curioso. Ao mesmo tempo, <strong>uma pessoa só se torna um indivíduo quando reconhece a diferença no outro</strong>. Ou seja, eu só sei quem eu sou quando sei quem eu não sou. OK, é cabeçudo demais, eu admito, mas vamos voltar para a cidade e para a fala do </span><span style="font-weight: 400;">Christian Dunker que tudo vai fazer sentido.</span></p>
<p>Sua reflexão foi sobre a vida em condomínio e como ela cria uma noção de identidade exagerada e até doentia. Tudo começa com a construção, física ou imaginária, de um muro. “<strong>O muro é uma estrutura simbólica extremamente nociva, porque faz com que a gente deixe de ver o outro</strong>, e comece a fantasiar sobre ele. Quando você passa pela cancela, pelos guardas e pelas câmeras, que mensagem esse aparato de defesa produz? ‘Do lado de lá é perigoso’”, explicou.</p>
<p>A gente se fecha para se proteger desse outro diferente e, claro, perigoso, sem perceber que a segregação só gera mais diferença e mais violência. <strong>A distância é que é perigosa</strong>. É dela que emergem as desigualdades sociais, se pensarmos bem. E a exclusão do outro é o princípio básico da vida em condomínio.</p>
<h3><b>Eu, eles e a cidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse ponto, Dunker explica que shopping centers e favelas também são condomínios. “A gente prende as pessoas aos seus lugares e posições, cria bolsões voluntários e involuntários onde só tem mais do mesmo.” Não vou nem entrar na questão das regras do condomínio, que vão ficando cada vez mais rígidas, já que as leis do “mundo real” não funcionam e não se aplicam naquele espaço monitorado, controlado e previsível.</span></p>
<p>Qual é então a solução para essa cegueira perante ao outro? Sair do condomínio e ir para a cidade. Estar em espaços públicos onde todos podem (ou deveriam poder) circular e são (ou deveriam ser) iguais perante à lei. Os parênteses estão aí porque o conceito é muito mais bonito do que a prática, mas o caminho é esse. <strong>Conexão, circulação, encontro, troca e até conflito</strong>, porque é do conflito que surge o entendimento. Tudo isso só é possível quando derrubamos os muros e encaramos o medo de não saber o que vai acontecer.</p>
<p>Depois de toda essa reflexão, vem minha mãe e faz um pequeno complemento: “<strong>O muro, seja ele físico ou imaginário, representa a negação.</strong> Quando você vê algo de que não gosta, faz de conta que aquilo não existe. Sabe por que as pessoas se incomodam com o mendigo na rua ou na praça? Porque ele representa a sua miséria interior, que você faz questão de manter longe da consciência.”</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, <strong>a cidade é esse lugar onde estamos sempre expostos</strong>: ao outro e a nós mesmos. Está aí o seu poder de cura.</span></p>
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		<title>Ocupar é compartilhar, e compartilhar é difícil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carmen Guerreiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2016 14:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhar]]></category>
		<category><![CDATA[convivência]]></category>
		<category><![CDATA[economia compartilhada]]></category>
		<category><![CDATA[espaço público]]></category>
		<category><![CDATA[ocupar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estar em uma rua, calçada, praça, um parque ou qualquer outro local, é intrínseco ao ato de compartilhar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe hoje um grande entusiasmo em torno da chamada <a href="http://tab.uol.com.br/economia-compartilhada/">economia compartilhada</a>. Mesmo se você não sabe explicar o que ela é, conhece exemplos dessa forma de consumir que depende da interação entre uma rede de pessoas: Airbnb, Uber, sistemas de bike share, coworkings, entre outros. Só que por trás de todo o frisson daquilo que vira tendência, existe um probleminha: embora compartilhar seja uma lição que aprendemos quando crianças, é também algo que devemos reaprender quando adultos. E não é fácil.</p>
<p>Quando a gente compartilha, abre mão de fazer as coisas exatamente como quer. O comediante Louis CK fez uma ótima reflexão sobre isso, ao observar que a maior parte das pessoas não quer abrir mão da sua forma preferida de agir (nem se for para agir da sua &#8220;segunda forma preferida&#8221;). Ele exemplifica: um motorista está à direita em uma avenida com muitas faixas de rolagem e percebe em cima da hora que precisa virar na próxima rua à esquerda. O que ele faz? Dá um jeito de virar à esquerda. Enfia seu carro &#8220;na vida&#8221; de todos, se esgueirando da responsabilidade ao justificar que não existia outra possibilidade senão cortar todo mundo&#8230; A não ser, é claro, a alternativa de perder mais 4 segundos fazendo o retorno no próximo quarteirão. &#8220;Mas esse não é meu jeito preferido! Isso só obedece a 99% dos meus critérios!&#8221;, brinca Louis CK.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe width="1140" height="641" src="https://www.youtube.com/embed/CQSRPMFDTSs?feature=oembed" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como em qualquer standup, a piada só é engraçada porque todos nós temos familiaridade com essa situação. É difícil sair de casa sem encontrar alguém totalmente indisposto a abrir mão do que quer, como quer e quando quer, mesmo que isso signifique prejudicar quem está em volta. É quem entra no metrô antes dos outros saírem, quem pega o acostamento na estrada pra fugir do trânsito, quem fura fila, quem para no meio da calçada ou senta no meio do caminho. É da natureza humana pensar primeiro no benefício próprio. Mas é da natureza da civilização aprender a ceder para conviver com o outro, senão simplesmente a equação não funciona: ao desrespeitar o outro porque você precisa fazer tudo do seu jeito, você dá a ele uma espécie de &#8220;concessão&#8221; para fazer o mesmo.</p>
<p>É aí que entra o desafio da ocupação dos espaços públicos. Estar em uma rua, calçada, praça, um parque ou qualquer outro local, é intrínseco ao ato de compartilhar. Os outros também têm suas formas preferidas de fazer as coisas e, assim como você, precisam ceder um tanto para conviver no mesmo espaço.</p>
<p>Isso tudo pode parecer óbvio, mas não é. Não é, porque a maior parte não age por má fé. Não é inclusive entre algumas pessoas bem intencionadas que levam sua proposta de melhoria para um espaço público. Na gana de transformar o local, muitas vezes a gente impõe sobre os outros nossos interesses. Mas quem não quereria um parque de cachorro onde antes só havia cimento? Ué, quem estava usando o espaço para ensaios de dança. Ou quem quer aproveitar a mudança para fazer uma horta comunitária. Como unir tantos interesses, desejos e formas de fazer as coisas?</p>
<p>Eis o desafio do espaço público. Que é também o desafio de (con)viver em cidades. Que é, por sua vez, a única forma de melhorar a qualidade de vida em lugares que pertencem a todos. Vai encarar? Ou vai ficar aí trancado no seu quadrado privativo reclamando do mundo lá fora?</p>
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